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Alguns países como Austrália, Alemanha e Canadá sempre tiveram grande importância no cenário mundial do rock e heavy metal. Revelaram alguns dos maiores nomes de todos os tempos como AC/DC, Scorpions, Rush e assim o fazem até os dias de hoje. Mas, convenhamos, nada se compara quando Inglaterra e Estados Unidos entram na jogada! Se o Tio Sam tinha Elvis, a Rainha respondia com Beatles. Durante décadas a “briga” foi acirrada. Para cada Boby Dylan ou Jimi Hendrix, nascia um Syd Barrett ou David Bowie. Se dizem que no Brasil já se nasce sabendo jogar futebol, cidadãos ingleses e norte-americanos nascem com uma guitarra nas mãos. Fato!

Este é o caso dos três integrantes da banda norte-americana Sunrunner. Descendendo diretamente da melhor tradição do rock pesado americano, David Joy (vocal/baixo), Joe Martignetti (guitarra) e Ted MacInnes (bateria) também são grandes apreciadores da nobre linhagem britânica de bandas de rock. Essa soma de sotaques e referencias musicais faz diferença quando esse power trio começa a tocar! É como se Yes, Sabbath e Maiden se unissem para se apresentar no Big Easy Festival em Nova Orleans. Rock progressivo clássico e heavy metal tradicional com referências de jazz e world music: esse é o universo musical multifacetado do Sunrunner.

Formado em 2008 na cidade de Portland, estado do Meine, o Sunrunner estreou com “Eyes Of The Master” em 2011, um trabalho de rock progressivo com inclinação metaleira. Mas desde o segundo disco, “Time In Stone” (2013) que o grupo vem solidificando-se como uma banda de metal com influências de rock progressivo.

De acordo com o guitarrista e membro fundador Joe Martignetti, classificar a música do Sunrunner como prog metal seria um erro, já que eles não têm qualquer semelhança com as principais referencias do gênero como Dream Theater, Symphony X ou Fates Warning.
“A maioria das bandas de prog metal são baseadas em técnica e algumas não soam exatamente progressivas”, declara o guitarrista. “São bandas de metal técnicas e bem polidas. O que é ótimo, não me entenda mal. Mas o rock progressivo não se resume a técnica e matemática rítmica. Veja o Pink Floyd! Eles são progressivos porque fazem um som extremamente diversificado e difícil de rotular. É disso que gosto no progressivo: a habilidade de explorar diferentes gêneros e texturas. Alguns nos chamam de Heavy Prog e acho que esse rótulo está OK, uma vez que nos diferencia das bandas prog metal. Não é que não gostemos de tocar de forma técnica, muitas de nossas músicas são 5/8 ou 11/8, muitas 3’s e 6’s, gostamos da precisão, mas preferimos soar soltos”.

O terceiro e mais novo álbum, “Heliodromus” é o deferimento do termo Heavy Prog ao Sunrunner. Lançado originalmente na Europa pela Minotauro Records da Itália, o disco foi gravado no Acadia Recording em Portland com Todd Hutchisen como engenheiro de som. De acordo com Joe, a produção de “Heliodromus” promoveu um verdadeiro casamento entre
o analógico com o digital e o ao vivo com a captação em sala de gravação.
“Gravamos bateria, guitarra e baixo ao vivo em fita de rolo. Depois transferimos o material analógico para o digital e então gravamos os vocais, solos, instrumentos extras, overdubs e mixamos. Feito isso nós voltamos tudo para o analógico e a masterização foi feita em fita”.

Além da produção singular, outra particularidade de “Heliodromus” são os arranjos de flautas, violino, guitarra braguesa e percussão que, no caso do Sunrunner, não soam pomposos ou pretensiosos e acrescentam um charme todo especial ao trabalho.
“Acredito que o resultado equilibrado nos arranjos se dá pelo fato de gostarmos muito do rock e metal mais cruzão”, revela Joe. “Muitos instrumentos extras fazem você perder essa crueza e o resultado fica pomposo demais. Eu gosto da pompa, daquela coisa bem artística, mas só um pouco. Como então você faz um álbum que é cru, mas não muito cru; pomposo, mas não muito pomposo? A resposta é… Eu não sei! Nós provavelmente estaremos sempre experimentando entre o que é demais e o que não é suficiente”.

Em termos de letras, “Heliodromus” explora os mistérios do mitraísmo, religião pagã nascida na época helenística, no Mediterrâneo Oriental, e que tornou-se grande concorrente do cristianismo. Mote perfeito para o Sunrunner realizar uma viagem sonora ao redor do cosmo.
“Durante a composição do álbum acabamos nos envolvendo com manuscritos de antigas religiões pagãs e encontramos a palavra “Heliodromus” que significava justamente “corredor do sol” (‘sun runner’ em inglês) ou “aquele que te leva para uma jornada pelo universo”. Quando tivemos a ideia do nome Sunrunner em 2008 não sabíamos que era algo que já existia, ainda mais conectado com uma religião pré-romana. De forma subconsciente o mitraísmo chegou até nós e nos pareceu razoável aprender mais e escrever sobre isso”.

“Simplesmente Genial” (Rumors Mag); “Excelente disco… bandaça de primeira!” (Metal Samsara); “Inventivo, intrigante” (Road To Metal); “Interessante demais” (Arte Metal); “Tudo harmoniza de forma perfeita… sonoridade única e muito cativante” (Whiplash); “Rico de feeling em sua essência” (Metal Na Lata); “Muita personalidade e identidade própria” (Alquimia Rock). Essas foram algumas reações da imprensa brasileira a respeito de “Heliodromus”. Essa excelente resposta na imprensa nacional foi a melhor justificativa para a turnê de quatro shows que a banda realizou no Brasil na primeira semana de Agosto de 2016.

O grupo passou por São José do Rio Preto/SP onde tocaram no Vila Dionisio junto com o Maestrick, depois seguiram para Uberaba/MG para um show no Favela Chic junto com Broken Jazz Society e Project Black Pantera, desceram até Avaré/SP para outra apresentação no Ferro Velho ao lado de Siod, Aggressors e D.I.E. e fecharam a turnê com uma participação memorável no festival Palco Livre, na cidade de Votorantim/SP.

O Sunrunner foi muito bem recebido pelo público nos quatro shows, que tiverem uma excelente média de público.
De volta aos Estados Unidos, David Joy disse que a experiência de ter excursionado pelo Brasil ficará guardada para sempre na memória dos integrantes da banda.
“A experiência inteira foi incrível. Nossos managers foram muito profissionais e a tour foi excelente. Todos que nos encontraram estavam mesmo empolgados em nos conhecer e pareciam felizes. O ponto alto foi o último show, apesar que cada show teve seus momentos especiais. Talvez nossa melhor performance foi no segundo show, enquanto que no primeiro tivemos uma calorosa recepção. Nós pudemos comprovar que o Brasil é, de fato, terra de verdadeiros fãs de rock e heavy metal. Muito obrigado pela ótima hospitalidade. Nos veremos em breve novamente”.

O Sunrunner encontra-se em estúdio no momento registrando aquele que será o sucessor de “Heliodromus”.

Sunrunner_Heliodromus

TRACKLIST:

1- Dies Natalis Soli Invicti
2- Keepers of the Rite
3- Corax
4- The Horizon Speaks
5- Star Messenger
6- The Plummet
7- Technology’s Luster
8- Passage
9- Heliodromus

FORMAÇÃO:

David Joy (vocal/baixo)
Joe Martignetti (guitarra e vocal)
Ted MacInnes (bateria e vocal)

DISCOGRAFIA:

Eyes Of The Master (2011)
Time In Stone (2013)
Heliodromus (2015)

ENDEREÇOS OFICIAIS NA INTERNET:

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